O termo "slow" frequentemente gera receio em quem associa a expressão à estagnação ou falta de ambição profissional. Na realidade, dentro da psicologia e do movimento Slow Living, a proposta fundamenta-se na eficiência emocional.
Trata-se da arte de investir energia no que possui significado real e impacto positivo na saúde mental, evitando o desperdício de recursos cognitivos com o que é meramente urgente, mas desprovido de valor a longo prazo.
Quando o dia termina com exaustão severa e a sensação de irrelevância nas tarefas cumpridas, três pilares fundamentais podem reestruturar essa dinâmica de vida e devolver o protagonismo ao indivíduo:
1. Curadoria de informação e dieta digital: o cérebro humano possui limites biológicos e cognitivos para o processamento de dados. A tentativa de acompanhar o fluxo infinito de informações gera uma sobrecarga que resulta em ansiedade, irritabilidade e fadiga decisória. Filtrar conexões digitais e silenciar notificações não essenciais preserva a capacidade de foco e a saúde emocional. É um passo essencial para reduzir o ruído mental e recuperar a clareza.
2. Foco unificado e a superação do Multitasking: o mito da multitarefa é um dos maiores vilões da produtividade moderna. A tentativa de realizar diversas tarefas simultaneamente fragmenta a cognição, prejudica a memória de trabalho e eleva os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Priorizar uma única atividade por vez reduz o desgaste mental e eleva substancialmente a qualidade da entrega, gerando uma satisfação real ao final do dia.
3. Estabelecimento de rituais de desconexão: definir janelas de tempo totalmente analógicas-como dedicar-se à leitura de livros físicos, à culinária manual ou ao simples ócio- devolve a autonomia sobre o próprio tempo. A desconexão digital é o terreno onde a saúde mental se restaura. Esses momentos são fundamentais para que o sistema nervoso saia do estado de alerta constante e entre em um estado de restauração.
A desaceleração não deve ser vista como uma redução da produtividade, mas sim como o refinamento da capacidade de entrega e presença. Assumir o controle do tempo permite deixar o papel de passageiro das demandas externas para retomar a direção da própria existência com clareza, propósito e saúde.
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Elizabeth Hernandez
Psicóloga Online
CRP 07/23235