A relação com um pai é uma história que se escreve em capítulos. Do admirado herói da infância ao, por vezes, incompreendido "vilão" da adolescência, até se tornar o porto seguro da vida adulta. Quando ele parte, o luto que sentimos é por todas essas versões ao mesmo tempo.
· O Herói: aquele que consertava brinquedos e o mundo com um abraço.
· O "Vilão": a voz firme dos "nãos" necessários - à balada, às más amizades, à negligência com os estudos. O que na época era visto como rigidez, hoje se revela como o primeiro manual de como ser adulto.
· O porto seguro: a base sólida que, na vida adulta, se tornou nosso maior conselheiro e confidente.
Os "nãos" que ele insistiu em dar não eram sobre controle, mas sobre caráter. Sem saber, ele estava te treinando para a vida. A coragem para questionar, a clareza nas tomadas de decisões a resiliência que você demonstrou em momentos de crise são, em grande parte, frutos daquela educação. Você havia aprendido a lição mais valiosa: errar faz parte do caminho, mas não tentar é que não é uma opção.
A intensidade da sua dor é a medida exata do amor e do impacto que ele teve na sua vida. É a prova viva de que os ensinamentos dele criaram raízes profundas e significativas.
Processar o luto é, também, aprender a enxergar a história completa com novos olhos, integrando com gratidão cada lição que ele te deixou.
Se a saudade do seu porto seguro está pesando no seu peito, a terapia pode ser o espaço para encontrar alívio e significado.
Este espaço é para você dar voz à sua história. Agende sua consulta.
Elizabeth Hernandez
Psicóloga | Especialista em Luto